TEMA: Revolução Industrial
Nossa aula presencial por meio de tecnologia foi, terça-feira, 03/08/2021 às 08:00h, foi retomada, sexta-feira, 06/08/2021 às 8:00h, foi retomada, terça-feira, 10/08/2021 às 8:00h
Aula online ao vivo 03/08/2021
UNIDADE TEMÁTICA:
Relações políticas, religiosas, culturais e econômicas
no mundo moderno e contemporâneo.
HABILIDADE(S):
Compreender as
mudanças socioeconômicas e ambientais resultantes do processo de
industrialização.
Identificar o papel
das inovações técnicas e tecnológicas às mudanças do sistema capitalista.
OBJETO DE CONHECIMENTO:
Revolução Industrial.
CONTEÚDO:
Revolução Industrial.
METODOLOGIA:
O
objetivo dessa aula é realizar diagnose dos conteúdos trabalhados na segunda
série do Ensino Médio. Para tanto, nos serviremos de aula expositiva baseada em
leitura de texto para discussão do tema Revolução Industrial.
MATERIAL:
Revolução Industrial
A
Revolução Industrial refere-se a um período repleto de importantes
transformações urbanas, culturais, econômicas e sociais. Teve início na
Inglaterra, em fins do século XVIII, e caracteriza-se pela introdução da
energia produzida pela máquina a vapor e da mudança do modo de produção da
manufatura para a maquinofatura.
Quando
falamos sobre Revolução Industrial, é importante lembrar que “revolução”
significa amplas mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais de uma
sociedade. Pois é justamente isso que ocorreu primeiro na Inglaterra e depois
no mundo inteiro por conta do surgimento das fábricas (industrialização).
Sistemas de produção
Durante
a Idade Medieval europeia, o sistema de produção que predominou foi o
artesanato. Nesta forma de produzir não havia divisão das etapas de produção.
Isso ocorria porque era o mesmo trabalhador que executava todas as etapas de
produção. Cada artesão construía o objeto do início ao fim. Além disso, o dono
da oficina de artesanato também trabalha na produção. Portanto, não existe a
separação entre capital e trabalho.
A oficina de um tecelão
A oficina de um tecelão, pintura de Gillis Rombouts, 1656.
Em
seguida, o processo de produção que predominou na Idade Moderna foi a
manufatura. Esse modo de produção já tem uma pequena divisão das etapas de
produção e o dono da empresa não trabalha na produção, existindo uma separação
entre capital e trabalho. É nesse período que o capitalismo começa a se
desenvolver.
A
partir da Revolução Industrial é inaugurado um novo sistema de produção: a
maquinofatura. É nessa época que se inicia o uso da máquina a vapor (uso de
energia mecânica) e ocorre uma divisão ainda maior do trabalho. Cada operário é
responsável por uma única tarefa na linha de produção.
Isso
porque máquinas especializadas passaram a desempenhar etapas cada vez mais
específicas da produção. Além disso, ocorre a separação definitiva entre
capital e trabalho, pois o burguês (dono da produção) passa a apenas
administrar sua empresa.
Por que a Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra?
A
Inglaterra foi o país pioneiro na Revolução Industrial porque tem uma história
capitalista um pouco diferente de outros países. O modelo mercantilista inglês
(comercialismo) permitiu, através do comércio praticado em grande escala, um
grande acúmulo de capital por parte da burguesia.
Esse
capital acumulado acabou sendo investidos na criação de novos sistemas de
produção e na abertura de fábricas. Foi lá, por exemplo, que foi criada a
principal invenção da Revolução Industrial: a máquina a vapor.
Além
disso, na Inglaterra ocorreu um processo que ficou conhecido como cercamentos,
que foi o que tornou a terra um elemento capitalista. Antes desse processo ter
início, a terra era utilizada de forma coletiva, nos chamados feudos. Os
camponeses pagavam tributos aos senhores para terem direito de cultivarem a
terra.
No
entanto, a partir do século XI, os donos das terras passam a dividi-las em
lotes com o objetivo de vender e arrendar. Essas terras passam a ser utilizadas
para a criação de ovelhas, que produzem a lã que é utilizada na indústria
têxtil.
Cercamentos - Revolução Industrial
Pintura do século XVIII representando as terras cercadas na Inglaterra.
A
consequência dos cercamentos foi a expulsão dos camponeses dessas terras e, por
isso, houve um grande êxodo rural. Assim, com um grande contingente de famílias
migrando para a cidade, houve a disponibilidade de mão de obra para trabalhar
na indústria. É dessa maneira que se forma a classe operária. Como essa classe
passa a ser assalariada, além de produzir os produtos, ela também os consome.
Por
fim, a Inglaterra possuía uma abundância de minas de carvão e ferro. O carvão
foi o principal combustível utilizado pelas máquinas nas indústrias e o ferro
era a principal matéria-prima para a construção de máquinas.
Principais características da Revolução Industrial
Além da
chegada da maquinofatura como novo sistema de produção e da utilização do
carvão e do ferro como principais matérias-primas, existem outras importantes
características da Revolução Industrial. Em seguida, vamos ver um pouco mais
sobre a utilização da máquina a vapor e do surgimento de novas classes sociais.
Utilização da máquina a vapor
Durante
o século XVII, vários cientistas estudaram a propriedade da água entrar em
ebulição. Mas foi em 1769 que o inglês James Watt desenvolveu um equipamento
que utilizava a energia do vapor da água para impulsionar máquinas. Com a
invenção da máquina a vapor, a substituição da força de trabalho humana pela
energia mecânica ficou cada vez mais rápida.
Então,
nos anos seguintes, a máquina a vapor de Watt passou por vários
aperfeiçoamentos, o que possibilitou o desenvolvimento da indústria em várias
áreas. As maiores mudanças ocorreram na siderurgia, na metalurgia e no
aparecimento dos primeiros trens de ferro a vapor, inventados em 1808.
Máquina a vapor
Fotografia de máquina a vapor de James Watt, de 1781.
Surgimento da burguesia industrial e do proletariado
A
partir da intensificação dos processos fabris, a Revolução Industrial
contribuiu para a consolidação do que entendemos como o capitalismo moderno.
Formaram-se ali de maneira clara dois novos grupos sociais: a burguesia
industrial e o operariado.
A
burguesia industrial é a classe dos proprietários dos meios de produção, também
denominados capitalistas. Eles são os donos das matérias-primas, das fábricas,
das máquinas, dos bancos, das terras e de outros bens. Além disso, a burguesia
se apropria dos lucros gerados pelo aumento da produtividade proporcionado
pelas novas máquinas.
Em
contrapartida, o operariado ou proletariado é o trabalhador operário que surgiu
com a Revolução Industrial e que em troca da sua força de trabalho recebe um
salário para sobreviver.
Os trabalhadores na Revolução Industrial
Nem
toda a população da Inglaterra pôde usufruir dos benefícios dos avanços
industriais. O proletariado sofria com péssimas condições de trabalho, como
você pode ver em seguida:
As
fábricas geralmente eram locais úmidos e quentes, sem um sistema de ventilação
adequada.
A
alimentação oferecida aos operários era insuficiente e de baixa qualidade.
As
jornadas de trabalho chegavam a ultrapassar as 16 horas diárias ininterruptas.
Havia
alta incidência de doenças e acidentes de trabalho.
Por
serem consideradas mais dóceis, os patrões preferiam contratar mulheres e
crianças, muitas delas com 4 ou 5 anos de idade.
Os
trabalhadores eram vigiados de perto e sofriam punições e castigos físicos.
Por
fim, os salários eram baixíssimos.
Fábrica da Revolução Industrial
Ilustração do século XIX representando o interior de uma fábrica de roupas.
Por
causa dessas condições de trabalho, os operários tinham expectativa de vida
curta. Além disso, as condições de moradia do proletariado eram das mais
precárias. Suas casas eram simples e rudimentares, e ficavam situadas em
bairros insalubres. Construídas em ruas escuras e sem pavimentação, eram mal
ventiladas, não tinham água suficiente e apresentavam péssimas condições
sanitárias.
Como
consequência, nasce o movimento operário. Através de mobilizações (como o
ludismo e o cartismo, por exemplo), organizações sindicais e greves, os
trabalhadores lutavam para conquistar direitos trabalhistas. Esta nova força
social cresceu durante os séculos XIX e XX, transformando profundamente a história
política da Europa e de outros países atingidos pela Revolução Industrial.
A Segunda e a Terceira Revoluções Industriais
Se na
Primeira Revolução Industrial a essência foi a força motriz gerada pela máquina
a vapor, e uma nova forma de organização do trabalho com jornadas exaustivas,
logo em seguida veio a Segunda Revolução, que criou as novas plantas de
produção mecanizadas, a produção em série, e a especialização da força de
trabalho em funções de repetição direcionadas à produtividade.
Em
seguida, na virada do século XX para o século XXI, entra em cena a Terceira
Revolução Industrial. Esta fase é orientada para o uso intensivo da informática
e da automação industrial. Assim, a robótica entra em cena substituindo de
maneira intensa a força de trabalho pelo uso de robôs na indústria.
Por
fim, a partir da década de 2010, inclusive no setor de serviços tem início o
uso de chatbots, que na prática significam robôs virtuais, com foco em
atendimento e relacionamento com os usuários ou clientes, em substituição à
força de trabalho humana.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
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Prazo: até 20/08/2021 – Participação
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